Vermes no superplenilúnio
e flores
papel toalha filtro de café absorvente é mais barato caro jamais saberemos começar a calcular aquela eu se sujeita dezessete dias de papel higiênico sete de absorvente filtro de café apenas dois guardanapo vinte anos servindo e falhando na mesma medida à incapacidade e à preguiça à leveza a gambiarra é tudo papel ou bicarbonato de sódio no fim das contas tudo só pode ser álcool ou vinagre óleo leite carne massa frutas cascas mangue semente matéria sangue dengue o que foge inescapável madeira chão terra poente poeira hera ivies organizadas trepadeiras banguelas na escada um dia a gisella disse atenção à planta que nasce ao redor justo aquela por que procurávamos? chifres de veado unhas e rabos de gato galo degelo favelas faveleiras caatinga morteiros apucaranas escoradas árvores da felicidade são sobras apenas cabelos pelos presos próteses silicone vermes trabalham há milênios há milhões o número de vermes individuais no mundo é vasto 440 quintilhões o corretor não reconhece mas logo mudará mais quantidades que não se pode contar na nossa família estendida como se fôssemos apenas nematóides nas camadas superficiais e se a gente fizesse de garrafas plásticas um problema e com a mão invisível pegasse cada vez mais do mercado menos o horror um calço debaixo de terras alagadas submersas um maço de flores cigarro e desprezo um pouco de folhas sisal e começo cogumelos petróleo sem falar de plástico no poema estraga não vence mais um dia venceremos plenilúnios dores de parto pentes desembaraçam algas fungos erros buracos negros tapetes de pensamento e cabelo
